Frankenstein

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Coordenação editorial BÁRBARA PRINCE Editorial ROBERTO JANNARELLI, VICTORIA REBELLO, ISABEL RODRIGUES & DAFNE BORGES Comunicação MAYRA MEDEIROS, PEDRO FRACCHETTA & GABRIELA BENEVIDES Preparação FLAVIA DE LAVOR Revisão STÉPHANIE ROQUE & TÁSSIA CARVALHO Projeto gráfico e capa ELISA VON RANDOW / ALLES BLAU Diagramação e produção gráfica DESENHO EDITORIAL Apresentação ILANA CASOY Textos de SOFIA NESTROVSKI CRISTHIANO AGUIAR NINA DA HORA Fugiram para a mata em vez de lidar com seus problemas DANIEL LAMEIRA LUCIANA FRACCHETTA RAFAEL DRUMMOND & SERGIO DRUMMOND Acaso pedi a ti, Criador, que a partir do barro Me fizesses Homem? Acaso solicitei a ti Que quisera eu das trevas sair? PARAÍSO PERDIDO, LIVRO X, VERSOS 743-45 A WILLIAM GODWIN Autor de Justiça política, Caleb Williams etc. ESTE VOLUME É respeitosamente dedicado pela AUTORA SUMÁRIO FOLHA DE ROSTO DEDICATÓRIA SUMÁRIO APRESENTAÇÃO INTRODUÇÃO À SEGUNDA EDIÇÃO (1831) PREFÁCIO À PRIMEIRA EDIÇÃO (1818) CARTA I CARTA II CARTA III CARTA IV CAPÍTULO I CAPÍTULO II CAPÍTULO III CAPÍTULO IV CAPÍTULO V CAPÍTULO VI CAPÍTULO VII CAPÍTULO VIII CAPÍTULO IX CAPÍTULO X CAPÍTULO XI CAPÍTULO XII Í CAPÍTULO XIII CAPÍTULO XIV CAPÍTULO XV CAPÍTULO XVI CAPÍTULO XVII CAPÍTULO XVIII CAPÍTULO XIX CAPÍTULO XX CAPÍTULO XXI CAPÍTULO XXII CAPÍTULO XXIII CAPÍTULO XXIV CENAS PARA MONTAR UM FRANKENSTEIN REFERÊNCIAS O GÓTICO, O ROMÂNTICO, A IMAGINAÇÃO SOMBRIA: COMO NASCE UM MONSTRO QUEM TEM MEDO DA ÉTICA NA CIÊNCIA? PÁGINA DE DIREITOS AUTORAIS APRESENTAÇÃO por Ilana Casoy MUITOS ANTES DE MIM JÁ APRESENTARAM AO público a obra Frankenstein, de Mary Shelley, comparando a história criada por ela à saga de Prometeu, como traz o título. Prometeu, aquele que roubou de Zeus a centelha, o fogo sagrado, como o dr. Victor Frankenstein roubou de Deus o papel na criação do ser humano ao dar vida à sua criatura. Outros tantos escreveram sobre Mary Shelley, feminista valente em um tempo em que precisou lançar mão do anonimato para conseguir publicar o próprio livro. Mas Mary Shelley não foi só feminista... Ou só escritora... Ou só filósofa. Foi alguém capaz de enfrentar a dura reflexão sobre o berço da violência, a vida como experiência fragmentada em pedaços que não se ajustam, a desconjunção entre corpo e mente. O “monstro” que ela cria em sua ficção, a Coisa, a Criatura, que acabou roubando ao longo dos anos o nome do próprio Criador, Frankenstein, ganhou voz literária para implorar vínculo afetivo, para questionar a contraposição do bem e belo ao mal e feio. É o profundo desejo por amor e reconhecimento do outro por nós, que nós mesmos temos dificuldade de oferecer aos outros. A história da Criatura não passa longe do histórico de tantos serial killers que já conheci: abandono pelos seus “criadores”, repulsa de quem deveria amá-lo por não ter a aparência física esperada, a infância em vermelho manchada de mágoa. O Criador, como tantos pais e mães entre nós, é leviano quando concebe a Criatura e segue a própria vida sem se dar conta do rastro de sofrimento que deixa para trás na figura indefesa malcuidada, que implora por um amor que não lhe é oferecido. Vínculo esse tão almejado e difícil de obter e dar. E sim, a Criatura é a própria definição de um matador em série: aquele que comete dois ou mais assassinatos (a Criatura faz três vítimas diretas), envolvendo ritual com mesmas necessidades psicológicas (vingança), mesmo que com modus operandi diverso, caracterizando no conjunto uma “assinatura” particular (a marca dos dedos dele no pescoço da vítima). Os crimes de um assassino em série devem ter ocorrido em eventos separados e em datas diferentes, com algum intervalo de tempo relevante entre eles, exatamente como a história que Mary Shelley nos conta. As vítimas devem ter um padrão de conexão entre elas (aqui, uma relação profunda com o Criador dele); a motivação do crime deve ser simbólica e não pessoal (é o ódio ao Criador que impulsiona a Criatura, e não sua relação pessoal com as vítimas). Frankenstein poderia ser mais um caso entre tantos outros de true crime se realmente tivesse acontecido. Um livro com mais de duzentos anos que segue atual, levantando reflexões sobre respostas que ainda não conseguimos encontrar. E nos conta a trajetória de uma Criatura que, ao ter a oportunidade de reencontrar seu Criador, não lhe pede um outro corpo, mais perfeito e menos aterrorizante. Deseja uma companheira tão imperfeita e macabra quanto ele, sua igual, seu espelho. Não é o que todos...

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